Consumíveis não é a maior perda
Os custos de soldadura são frequentemente mal interpretados. Os consumíveis, como fio ou gás, representam menos de 10% do custo total de produção. A mão de obra representa cerca de 85%. Isso altera completamente a lógica económica.
Uma soldadura maior não consome apenas mais material. Abranda o processo e ocupa os soldadores por mais tempo.
Passar de uma soldadura de 6mm para 8mm, apenas 2mm acima, pode parecer insignificante, mas essa pequena alteração tem um impacto muito maior do que parece:
- O volume de soldadura aumenta 78%;
- A velocidade de deslocação desce de 23 ipm (≈584 mm/min) para 13 ipm (≈330 mm/min), reduzindo a capacidade mensal de produção em 43%.
- Um projeto que deveria demorar 12 meses passa a demorar 22, com a mesma equipa e o mesmo equipamento.
Imagine contratar dois soldadores e apenas um aparecer para trabalhar. Esse é o custo do excesso de soldadura.
Além disso, mais metal depositado significa mais calor. Mais calor significa mais deformação. Mais deformação significa retrabalho, endireitamento e atrasos. Acrescente ainda as operações de rebarbagem e limpeza de projeções, e uma única soldadura sobre dimensionada começa a consumir tempo em vários pontos do fluxo de produção.
Como reduzir a variabilidade
Mesmo com soldadores experientes, a soldadura manual traz sempre alguma variabilidade. A soldadura robotizada elimina grande parte dessa variação.
Os fabricantes de estruturas metálicas que utilizam soldadura robotizada, como o BeamMaster da AGT Robotics, descrevem um ambiente de produção muito mais estável. A posição da soldadura e os parâmetros mantêm-se consistentes em cada passagem, e essa consistência altera a forma como um gestor consegue planear a produção. Os prazos tornam-se mais fiáveis e os compromissos de entrega passam a envolver menos risco.
Do lado da produtividade, um robô pode operar com cerca de 65% de tempo de arco ativo, o que significa que está efetivamente a soldar durante quase dois terços do tempo de funcionamento. Compare-se isto com um processo manual — com cerca de 12% de tempo de arco ativo — afetado por excesso de soldadura e já a operar muito abaixo da capacidade normal, e a diferença de produtividade torna-se impossível de ignorar.
O objetivo não deve ser automatizar tudo, mas sim, estabilizar as partes do processo onde a variabilidade custa mais.
Porque vale a pena resolver isto agora
A falta de mão de obra na soldadura é real e está a agravar-se. As fábricas são obrigadas a produzir mais com uma capacidade cada vez menos previsível. Nesse contexto, a variabilidade do processo, seja em tamanhos de soldadura inconsistentes, más montagens ou retrabalho, deixa de ser um problema pequeno. O impacto acumula-se rapidamente.
As fábricas que estão a ganhar vantagem não são necessariamente as que contratam mais soldadores. São as que conseguem atingir os objetivos com a equipa que já têm.
A Serru, empresa francesa de produção de estruturas metálicas, é um bom exemplo disso. Perante as dificuldades de recrutamento na sua região, integrou o BeamMaster não para substituir trabalhadores, mas para compensar aqueles que não conseguia contratar.
Ao automatizar as soldaduras longas e repetitivas, conseguiu transformar soldadores em montadores, libertando a equipa para se concentrar nas tarefas mais complexas. E como o sistema funciona autonomamente até às 3h00 da manhã, a empresa ganhou horas adicionais de produção que simplesmente não tinha antes.
A mesma equipa. Mais 10% de produção. Resultados consistentes. E um plano de produção em que conseguem realmente confiar.
É aí que está a margem.
Da teoria para a prática
Se o excesso de soldadura está a reduzir a sua capacidade de produção, vale a pena perceber como muda um fluxo de fabrico de estruturas metálicas quando a variabilidade é removida da equação. Marque uma conversa rápida com a nossa equipa de especialistas e analisaremos os números tendo em conta a realidade da sua operação.
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