A produtividade da soldadura torna-se mais fácil de medir quando duas métricas são acompanhadas em conjunto: o tempo efetivo de soldadura e a velocidade de soldadura alcançada. O tempo efetivo de soldadura é a percentagem do tempo de produção disponível durante o qual o arco está ativo. A velocidade de soldadura alcançada mede o comprimento de soldadura aceite concluído durante esse tempo de soldadura ativo.
Em conjunto, estas métricas proporcionam uma visão mais clara da produtividade da soldadura, da capacidade e das perdas do processo que afetam o desempenho das entregas.
Para os responsáveis pelas operações, esta informação transforma um limite difícil de definir em algo mensurável.
Dois indicadores-chave para medir a produtividade no processo de soldadura
A maior parte do tempo perdido acontece longe da tocha de soldadura. Posicionar a peça, virá-la, ajustar parâmetros, preparar a próxima junta, esperar pela ponte rolante. Um soldador pode ser muito rápido a soldar e ainda assim passar a maior parte do turno sem soldar.
Esta leitura muda a forma como pensamos sobre a produtividade. A forma mais eficaz para aumentar a produção passa por devolver tempo de soldadura ao processo, reduzindo tudo o que o consome fora disso.
O tempo efetivo de soldadura acaba por ser um indicator mais fiável quando falamos de produtividade de soldadura. Este indicator considera apenas o tempo total em que existe arco ativo, excluindo preparação, posicionamento, ajustes e interrupções.
Combinando com a produtividade de metros por hora (velocidade de soldadura alcançada), acabamos por ter uma leitura mais honesta da nossa produção.
O tempo efetivo de soldadura mostra quanto tempo do turno é dedicado à soldadura. A velocidade de soldadura alcançada mostra a quantidade de soldadura aceite que é concluída durante esse tempo de soldadura ati
Em conjunto, estes indicatores revelam qual é o desempenho real e onde ocorrem as perdas.
Como medir o tempo efetivo de soldadura na sua produção
A medição pode ser simples ou avançada, dependendo do grau de maturidade da operação.
Comece por definir de forma consistente o tempo de produção disponível. Normalmente, este deve incluir o tempo de produção programado e excluir pausas planeadas, reuniões e paragens conhecidas não relacionadas com a produção. Utilize a mesma definição em cada turno para que os resultados se mantenham comparáveis.
O cálculo é simples:
- Tempo efetivo de soldadura (%) = (Tempo total de arco ativo ÷ Tempo total de produção disponível) × 100.
- Velocidade de soldadura alcançada = Comprimento total de soldadura aceite ÷ Tempo total de arco ativo
Por exemplo, se o seu tempo de arco ativo for de uma hora durante um turno de oito horas, o seu tempo efetivo de soldadura é de cerca de 12,5%. Esse número indica-lhe quanto tempo do turno foi dedicado à soldadura, mas não a quantidade de soldadura que foi finalizada nessa hora.
Se também souber que completou cerca de 15 metros nessa hora, pode verificar que a sua velocidade de soldadura foi de 15 metros por hora. Em conjunto, estes dois valores ajudam-no a identificar onde poderá estar o seu gargalo.
A velocidade de soldadura alcançada deve ser medida durante o tempo de arco ativo, em vez de ao longo de todo o turno. Este valor varia consoante a geometria da peça, a acessibilidade da junta, o tamanho da soldadura, o número de passagens e a quantidade de retrabalho.
Um processo pode apresentar uma velocidade de soldadura alcançada elevada, mas perder tempo significativo entre as soldaduras. Um processo diferente pode manter o arco ativo por mais tempo, mas exigir passagens adicionais, retrabalho ou velocidades de deslocamento mais lentas.
O objetivo é compreender o panorama global.
A observação direta envolve cronometrar os ciclos reais durante um turno representativo. É fácil de implementar, mas capta apenas uma parte do panorama geral da produção e está sujeita a erro humano. Para obter um resultado útil, registe trabalho suficiente para refletir a combinação habitual de vigas, ligações e interrupções.
A monitorização automatizada pode integrar-se com as fontes de alimentação de soldadura para registar o tempo de arco ativo, o tempo de inatividade e, quando configurada, as causas das interrupções. Os painéis de controlo proporcionam uma visibilidade contínua do desempenho. O valor reside na análise consistente dos dados e na separação das perdas de processo das pausas planeadas e de outros períodos de não produção.
Os dados mais úteis distinguem o tempo de inatividade planeado das perdas de processo. Sempre que possível, classifique as perdas por causa: posicionamento, carga e descarga, espera do guindaste, correção do encaixe, ajustes de parâmetros, retrabalho e manutenção. Isto torna mais claro onde se deve melhorar a seguir.
Soldadura Manual e Soldadura Robotizada
A comparação que se segue é um exemplo ilustrativo para trabalhos repetitivos na fabricação de estruturas metálicas. Não se trata de um ponto de referência universal. Os resultados variam de acordo com o mix de produção, os requisitos de soldadura, a preparação do material, o equipamento de manuseamento disponível e o intervalo de funcionamento do sistema.
Para uma soldadura em filete de 6 mm, um soldador experiente atinge cerca de 2,3 a 3 metros por hora de rendimento real de soldadura e tem 12% de tempo efetivo de soldadura. Um sistema robótico bem estruturado atinge cerca de 14 a 17 metros por hora e 65% de tempo efetivo de soldadura.
Ao longo de um turno de oito horas, 12% de tempo efetivo de soldadura proporcionam 0,96 horas de tempo de arco ativo. A um ritmo de 2,3 a 3 metros por hora, isso resulta em cerca de 2,2 a 2,9 metros de soldadura.
Com 65% de tempo efetivo de soldadura, o sistema robótico dispõe de 5,2 horas de tempo de arco ativo, aproximadamente cinco vezes mais tempo de arco ativo por turno. A um ritmo de 14 a 17 metros por hora, produz cerca de 73 a 88 metros de soldadura.
Na prática, isto equivale a aproximadamente 31 vezes mais soldadura por turno.
Os resultados reais devem ser validados em função do próprio mix de trabalho e dos requisitos de qualidade da oficina antes de serem utilizados para previsões.
Porque é que o tempo efetivo de soldadura muda a maneira como olhamos para a soldadura
Medir o tempo efetivo de soldadura transforma perceções em dados. Em vez de estimativas, a operação passa a ter indicadores objetivos sobre onde o tempo é realmente gasto.
O impacto direto faz-se sentir em quatro pontos:
- Planeamento de produção mais preciso;
- Melhor estimativa de prazos e custos;
- Identificação dos verdadeiros gargalos;
- Redução da variabilidade entre turnos e operadores.
Para quem gere a operação, o efeito mais valioso é a previsibilidade. Quando o tempo de arco é estável, o planeamento deixa de depender de quem está ao serviço nesse dia. As exceções passam a ser conhecidas e as datas de entrega tornam-se compromissos que a equipa consegue cumprir.
Para quem olha para o negócio, a leitura é igualmente clara. Cada ponto percentual de arco ativo recuperado traduz-se em mais metros soldados sem aumentar mão de obra. Isso significa custo de conversão mais baixo por metro e margem mais protegida em cada projeto.
Como o BeamMaster melhora a produtividade de soldadura
O BeamMaster, desenvolvido pela AGT, atua exatamente sobre as maiores fontes de tempo perdido no processo. Desde o posicionamento automático das estruturas até à execução contínua dos cordões, reduz a intervenção manual e devolve tempo de arco ao ciclo.
Na prática, isto significa:
- Maior tempo de arco ativo e ciclos mais consistentes;
- Redução significativa dos tempos de inatividade;
- Menos retrabalho, graças à repetibilidade do processo;
- Mais metros soldados por turno com menor dependência de mão de obra;
- Maior previsibilidade na produção e nos prazos de entrega.
A tecnologia não substitui a equipa. Liberta os soldadores das tarefas repetitivas de manuseamento para que apliquem a sua experiência onde ela faz diferença, nas juntas críticas e nas decisões que exigem julgamento.
Esta repetibilidade tem um efeito direto na qualidade. Parâmetros de soldadura controlados e constantes reduzem rejeições e facilitam a conformidade com normas como AWS, EN ou AISC.
Um exemplo do impacto real
A ETS Bobet, é uma empresa familiar francesa, que constrói estruturas de aço há mais de vinte anos. À medida que a carteira de encomendas crescia, a empresa deparou-se com uma escassez de soldadores qualificados e com o desgaste físico decorrente da soldadura manual com o calor do verão. A empresa investiu num sistema BeamMaster para garantir a produção sem depender de pessoal temporário que não conseguia encontrar.
A medida mais evidente resultou de uma única coluna estrutural. Soldada à mão, essa coluna demorava cerca de duas horas a ser concluída por dois soldadores. Com o BeamMaster, a mesma coluna é concluída em cerca de 50 minutos, o que representa uma redução de 58% no tempo de soldadura.
A ETS Bobet informou que a produção aumentou cerca de 35%, com uma qualidade mais consistente e menos retrabalho. Os ciclos estáveis permitiram à empresa comprometer-se com contratos semanais que antes não conseguia aceitar. O robô lida com soldaduras longas e repetitivas, enquanto os soldadores se concentram em montagens complexas, onde a sua experiência é mais importante.
Com o sistema em funcionamento, a empresa está agora a planear um segundo turno.
Medir o tempo efetivo de soldadura é um fator competitivo
O tempo efetivo de soldadura é, antes de tudo, uma ferramenta de decisão. Ao tornar visível o tempo realmente produtivo, ajuda a identificar desperdícios, a justificar investimentos em automação e a construir processos mais previsíveis e escaláveis.
Num setor onde prazos, margens e capacidade produtiva são críticos, medir com precisão tornou-se um fator competitivo. A pergunta deixa de ser se o processo pode melhorar e passa a ser onde estão as maiores perdas.
Avalie onde o tempo de soldadura se perde na sua operação. É o primeiro passo para perceber onde a automação faz sentido para si. Fale connosco e iremos apoiá-lo neste processo.
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